O carcereiro e o Saint-Exupéry
Alguns anos atrás foi publicada na revista Época uma matéria chamada O Coração Tem Razões, de autoria de Susan Andrews, tão tocante a face humana, que vale a pena trazer de volta aos dias atuais.
Narrou autora que o escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, autor do livro O Pequeno príncipe, "lutou na Guerra Civil Espanhola, quando foi capturado pelo inimigo e levado cárcere para ser executado no dia seguinte. Nervoso, ele procurou em sua bolsa um cigarro, e achou um, mas suas mãos tremiam tanto que ele não pôde nem mesmo levá-lo à boca. Procurou fósforo, não os tinha".
Recorreu ao carcereiro,. O homem acendou seu cigarro. "Naquela fração de segundos - escreveu Susan - seus olhos se encontraram e Exupéry sorriu". O carcereiro também sorriu. O escritor continuou sorrindo para ele, vendo-o agora como pessoa e não como alguém responsável por mantê-lo trancafiado. Entre os dois estabeleceu-se um diálogo e ambos confessaram ser pais. Provavelmente tenha sido naquela revelação que o carcereiro também viu Exupéry como pessoa, porque ao ver os olhos do escritor transbordarem de lágrimas ao revelar que jamais veria seus filhos, também chorou.
"De repente, sem nenhuma palavra, o carcereiro abriu a cela e guiou Exupéry para fora do cárcere e, através das sinuosas ruas, para fora da cidade, libertando-o", escreveu Susan. Em certa ocasião, Exupéry declarou que sua vida havia salva por um sorriso do coração. Quem sabe, se também não foi por umas lágrimas do coração? Está narrativa mostra com muita clareza a importância de que se olhe, quer como ser humano, para o outro e não como indivíduo com seus problemas.
Narrou autora que o escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, autor do livro O Pequeno príncipe, "lutou na Guerra Civil Espanhola, quando foi capturado pelo inimigo e levado cárcere para ser executado no dia seguinte. Nervoso, ele procurou em sua bolsa um cigarro, e achou um, mas suas mãos tremiam tanto que ele não pôde nem mesmo levá-lo à boca. Procurou fósforo, não os tinha".
Recorreu ao carcereiro,. O homem acendou seu cigarro. "Naquela fração de segundos - escreveu Susan - seus olhos se encontraram e Exupéry sorriu". O carcereiro também sorriu. O escritor continuou sorrindo para ele, vendo-o agora como pessoa e não como alguém responsável por mantê-lo trancafiado. Entre os dois estabeleceu-se um diálogo e ambos confessaram ser pais. Provavelmente tenha sido naquela revelação que o carcereiro também viu Exupéry como pessoa, porque ao ver os olhos do escritor transbordarem de lágrimas ao revelar que jamais veria seus filhos, também chorou.
"De repente, sem nenhuma palavra, o carcereiro abriu a cela e guiou Exupéry para fora do cárcere e, através das sinuosas ruas, para fora da cidade, libertando-o", escreveu Susan. Em certa ocasião, Exupéry declarou que sua vida havia salva por um sorriso do coração. Quem sabe, se também não foi por umas lágrimas do coração? Está narrativa mostra com muita clareza a importância de que se olhe, quer como ser humano, para o outro e não como indivíduo com seus problemas.

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